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Totus

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Metáfora da Escada Rolante nos Concursos Públicos

Guto Bello
Há momentos em que não é fácil estudar para concursos. Pessoas que tenham jornada de trabalho e filhos, por exemplo, quase sempre sentem enorme dificuldade de encontrar tempo para os estudos. Surge então uma dúvida. O que é melhor: adiar completamente o projeto ou estudar o pouco que for possível?
Alguém já disse que viver é subir uma escada rolante que desce. Dificuldades surgem naturalmente, mas o desenvolvimento pessoal tem que ser constante e superar as forças em sentido contrário.
Isso também se aplica aos concursos. Estudar para concursos é como subir uma escada rolante pelo lado que está descendo. Quem para de estudar regride. Quem estuda, ainda que um pouquinho a cada dia, consegue superar a velocidade da escada em sentido contrário e alcança a sua aprovação. A metáfora é válida porque nós naturalmente esquecemos o que estudamos. A boa notícia é que a velocidade da escada não é tão grande assim. Com método, é possível não apenas manter, mas também agregar novos conhecimentos.
"Guto, há pessoas estudando seis, sete, oito horas por dia. Como vou concorrer com essas pessoas?" Isso é verdade. Eu mesmo já tive a experiência de estudar mais de dez horas por dia na reta final da preparação para o cargo de Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União, concurso em que viria a ser aprovado em 11º lugar. Em outras fases, não tive tanto tempo assim. Quando estudei para Consultor Legislativo (Área de Orçamentos) do Senado Federal, o tempo de estudo foi um fator crítico. Entretanto, apesar da dificuldade, aproveitando os segundos disponíveis, fui aprovado em 2º lugar.
É óbvio que, se você estudar seis horas por dia, suas chances de bons resultados em prazos mais curtos serão muito maiores. Entretanto, com método e persistência, ainda que estudando uma ou duas horas por dia, você também pode avançar nos estudos e alcançar sua aprovação. É bem verdade, e você tem de ter plena consciência disso, que nessas circuntâncias o projeto terá um prazo mais longo, mas você certamente também chegará ao seu objetivo. Lembre-se sempre: melhor estudar um pouco que estudar nada.
A metodologia adotada no coaching da Totus Concursos se adapta à realidade dos nossos clientes. Se o cliente, por qualquer motivo relevante, tem pouco tempo disponível, as metas de estudo são fixadas de acordo com sua limitação. Além disso, o acompanhamento contínuo ajuda a manter um ritmo de estudos constante.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Previsão de Concurso para o TCU

Aos concurseiros que focam na área de controle informo que, em ofício encaminhado pelo Presidente do Tribunal de Contas da União ao Senado, sobre o impacto do reajuste dos servidores, há uma previsão de realização de concursos entre os anos de 2018 a 2021, com 100 vagas por ano para o cargo de auditor. 
Link para o documento: http://www.senado.leg.br/atividade/rotinas/materia/getPDF.asp?t=197096&tp=1

quinta-feira, 10 de março de 2016

Direito de Manifestação Pública

Há quem defenda que a atual polarização na política brasileira está caminhando para o imponderável, com consequências imprevisíveis e ameaças à própria democracia e às instituições democráticas do país. A condução coercitiva de Lula para prestar depoimento no âmbito da operação Lava Jato teria sido o estopim ou, ao menos, a gota d’água para que o debate se tornasse insano e as “torcidas” se inflamassem. Nesse contexto, as manifestações do dia 13 de março (próximo domingo) poderiam ensejar perigosos conflitos violentos.
Nos últimos dias esse discurso tem se tornado um mantra para aqueles que preferem assistir ao embate de cima do muro e emitir pretensos juízos políticos imparciais, que soam eloquentes e convidativos ao diálogo, mas que, em essência, são insossos, porque não se posicionam em relação ao impeachment da Presidente Dilma, algo que está no topo da pauta política nacional desde o momento em que a sociedade brasileira percebeu que a campanha de 2014 foi um grande engodo e seu resultado um truque de marketing político.
Quem deseja o impeachment tem o direito garantido pela Constituição Federal de se manifestar publicamente no dia 13 de março. A Constituição informa os requisitos para o exercício do direito de reunião nos seguintes termos: “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade” (art. 5o, XVI).
Obviamente o mesmo direito está garantido aos que são contra o impeachment. A única ressalva é que, no dia 13, não poderiam se manifestar nos mesmos locais para os quais já foram marcadas manifestações favoráveis ao impeachment. É papel do poder público, com seus aparatos de segurança, garantir o exercício desse direito constitucional e é dever de quem deseja se manifestar fazê-lo de forma pacífica. As manifestações de 2015 são provas de que, com exceção de alguns conflitos muito pontuais – e eles também ocorrem em eventos de outras naturezas –, podemos exercer o direito de manifestação pública de forma democrática, pacífica e respeitosa.
Não podemos negar que há mais de 20 anos existe uma polarização na política brasileira em que PSDB e PT tentam se contrapor, mas sempre com a mediação promíscua e fisiológica do PMDB. Do ponto de vista da sociedade brasileira, muito pouco interessada em estruturas partidárias e em sua lógica, se é que existe alguma, a polarização neste momento é outra. A Dilma e o Lula poderiam ser do PSDB ou de qualquer outro partido. A questão em jogo é que uma sucessão de fatos e investigações envolvendo personalidades ligadas ao governo levam à conclusão de que, se o atual governo não é o mais corrupto da história brasileira, ao menos, é tão corrupto quanto os anteriores. A diferença é que, agora, instituições como o Ministério Público, a Polícia Federal, o Judiciário (com muitas ressalvas) e o Tribunal de Contas estão exercendo o papel que sempre deveriam ter exercido, o que não é mérito do governo, como tentou argumentar a então candidata Dilma no período eleitoral. Nos bastidores, o governo tem feito tudo o que pode para desarticular as investigações. O argumento segundo o qual não devemos punir os erros atuais porque eles também foram cometidos no passado e não punição não se sustenta. Imagine um ladrão dizendo ao delegado ou ao juiz que roubou mesmo, mas que não merece condenação porque outras pessoas roubam e não são condenadas. Não faz o menor sentido.
Os muristas propõem diálogo, unidade na crise, mas como isso seria possível se um grupo quer o impeachment e o outro não? Que tipo de composição poderia funcionar no cenário atual? Do ponto de vista político, o caos está instalado. Do ponto de vista econômico, o governo não consegue reverter o cenário de crise. Do ponto de vista jurídico, parece não haver dúvida de que havia um esquema de corrupção gigantesco que envolvia as figuras mais importantes da República. Quanto à fundamentação para o impeachment, algumas das irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União na apreciação das contas da Presidente configuram crimes de responsabilidade.
Pela atual conjuntura, o Congresso Nacional precisa travar o debate sobre o impeachment, porque esse tema está sim na pauta da sociedade brasileira. Decidam que sim ou decidam que não, mas é preciso decidir. Isso é o melhor para o país, porque enquanto não houver uma resolução da atual crise política, o Brasil dos problemas reais ficará em segundo plano e o povo continuará a sofrer as consequências dos descalabros na política e na gestão dos entes públicos.
Apontar que o Brasil precisa de reformas estruturais, o que é verdade, não resolve a questão que está sobre a mesa. Precisamos de reforma política? Sim! Precisamos de reforma previdenciária? Sim! Precisamos de reforma trabalhista? Sim! Precisamos de reforma tributária? Sim! O problema é que, se nem FHC, nem Lula, em ambientes políticos mais favoráveis, conseguiram emplacar tais reformas com a profundidade necessária, a chance de que alguma coisa aconteça na gestão da Dilma é zero.
O imbróglio sobre o impeachment está travando o Brasil. É preciso decidir, virar a página e buscar soluções para os problemas reais. Entretanto, é pouco provável que os atores políticos atuais, que governam ou que venham a governar, promovam mudanças significativas sem a pressão implacável da sociedade brasileira.
Defender que não devemos discutir sobre as pessoas, mas sim os projetos que se apresentam para tirar a nação da lama não parece ser argumento interessante. É preciso buscar saídas, mas é preciso que existam lideranças minimamente confiáveis. Ninguém mais confia na Presidente Dilma, nem mesmo seu partido, nem mesmo o Lula. O governo acabou.
A manifestação do dia 13 de março moverá interesses os mais diversos, mas há um objetivo maior e muito claro: o impeachment da Presidente. Recrudescer o ambiente político com ameaças de violência interessa apenas ao status quo. A sociedade brasileira não pode abrir mão e não vai abrir mão do direito de se manifestar pelo que bem entende, observando as regras constitucionais. Um dia a esperança venceu o medo. Agora a verdade vencerá o engano. Dia 13: Eu vou!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Curso Completo de Administração Financeira e Orçamentária

Vou publicar nos meses de março e abril um curso completo de Administração Financeira e Orçamentária. Pelo menos na primeira edição, serão videoaulas gratuitas! O compartilhamento será feito apenas com alunos que tiverem usuário cadastrado no google (um gmail). Os interessados podem fazer inscrição pelo link a seguir: https://docs.google.com/forms/d/1Zja8wCLQC0FVpzLS__i1cB_s-HTtKUXoWX0nvcA9m30

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Dicas para Concursos pelo Whatsapp

Estou criando uma lista de transmissão no Whatsapp por meio da qual compartilharei dicas para concursos públicos. 

Numa lista de transmissão, diferentemente dos grupos, somente o criador pode enviar mensagens a todos os integrantes. As eventuais respostas são vistas apenas pelo criador da lista. É absolutamente necessário que meu nome esteja cadastrado em seus contatos para que o Whatsapp entregue as mensagens. 

Minha ideia é compartilhar dicas realmente úteis e completas, que venham a fazer grande diferença na sua preparação, e também divulgar meu trabalho na área de orientação para concursos. Se você quiser saber mais a meu respeito, recomendo que acesse o link http://bit.ly/1m1tKeH.

Se tiver interesse em entrar na lista de transmissão, preencha o formulário a seguir:


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Direito de Nomeação de Aprovados fora do Número de Vagas

STF confirma que candidatos classificados em concurso público fora do número de vagas estabelecido em edital têm direito a nomeação caso o órgão manifeste interesse na realização de novo concurso ainda no prazo de validade do concurso anterior.
Para o relator do RE 837311, ministro Luiz Fux, a aprovação além do número de vagas previstas em edital, passando o candidato a integrar cadastro de reserva, embora não gere a obrigação do Estado, configura expectativa de direito à nomeação. Entretanto, a partir do momento em que “o Estado manifesta inequívoco interesse, inclusive com previsão orçamentária, de realizar novo concurso, o que era mera expectativa de direito tornou-se direito líquido e certo”.

sábado, 29 de agosto de 2015

Edital Sintetizado funciona?

Se você estuda para concursos, já deve ter percebido publicações patrocinadas no Facebook sobre um tal "edital sintetizado", método pelo qual bastaria ao candidato estudar 50% do edital. Será que se trata de mais um desses métodos mágicos para iludir concurseiros ou tem algum fundamento?
Em primeiro lugar, é preciso dizer que o método parte de premissas que raramente se verificam na prática. Antes de tudo, recomendam seus idealizadores, é necessário focar em um (e somente um) cargo e em uma (e somente uma) banca. Por exemplo: quero fazer concursos realizados pelo Cespe para o cargo de analista judiciário, área administrativa, de tribunais. Um problema que já verifiquei, de início, é que isso nem sempre é possível. Foco é necessário, mas não pode ser tão fechado, pois assim boas oportunidades poderiam ser perdidas. Você vai deixar de fazer um concurso que lhe interessa só porque a banca não é a que você quer? Eu nunca pensei assim e os melhores concurseiros que conheço até adaptam seus estudos conforme a banca que vão enfrentar, mas nunca focam em banca, fugindo das outras. Você pode até focar em um cargo e em uma banca. Opção sua! Mas saiba que você estará fechando muito o leque de opções. O que eu já fiz e vejo os melhores concurseiros que conheço fazerem é focar em uma área. Por exemplo: área de controle (TCs e Controladorias), área jurídica de tribunais (analista judiciário de tribunais superiores e TJs), área administrativa, área policial, área fiscal etc.
Mas como funciona o método? Depois de focar em um cargo e em uma banca, o concurseiro deveria analisar todas as questões cobradas em concursos anteriores realizados pela mesma banca para o mesmo cargo. Daí seria possível perceber temas que, embora presentes nos editais, nunca caíram em provas anteriores. Você então focaria os seus estudos somente naquilo que já foi cobrado, nos tópicos de maior interesse da banca. Faz algum sentido, mas há problemas e riscos grandes nessa estratégia.
Primeiro problema: tópicos que nunca apareçam em provas anteriores, podem aparecer pela primeira vez. Segundo: para muitos cargos, o volume de provas anteriores é muito pequeno, o que poderia levar o candidato a cometer o grave erro de estudar apenas pouquíssimos tópicos que já foram cobrados.
Na verdade, o método do edital sintetizado não traz grande novidade. Ele apenas leva perigosamente ao extremo um dos métodos de estudo já utilizado amplamente, que é a resolução de questões. De fato, nem tudo que lemos em livros ou cursos é cobrado em provas. Por isso, faz sentido uma análise de trás para frente, como que uma engenharia reversa. Se passar em concursos é resolver provas, então devo verificar o que é cobrado, para então direcionar os meus estudos ao que mais interessa. Entretanto, o estudo teórico que aborde todo o edital sempre será necessário. O que você não pode fazer é, logo de início, tentar estudar com profundidade todas as matérias de um concurso. Isso é humanamente impossível. Na área jurídica, por exemplo, muita gente sai da faculdade achando que estudar para concursos é ler informativos da jurisprudência. Para mim, essa seria a fase mais avançada dos estudos. Depois de revisar a teoria, ler as normas, resolver as questões anteriores, aí sim eu faria leitura de informativos da jurisprudência mais recentes, pois a jurisprudência mais importante certamente já foi cobrada em provas anteriores, já aparece em materiais teóricos, nas aulas etc.
A minha sugestão é a seguinte:
1. Foque em uma área (jurídica, administrativa, fiscal, policial etc);
2. Tenha uma visão geral sobre o que interessa para a área escolhida, de acordo com os conteúdos programáticos de editais anteriores, por meio de videoaulas ou livros voltados para concursos;
3. Leia as normas, no caso de disciplinas jurídicas;
4. Resolva o máximo de questões das disciplinas que interessam para a sua área. Se há um edital "na praça", foque nas questões da respectiva banca. Se não há edital, faça questões de diversos formatos e diversas bancas. Aproveite os próprios comentários da ferramenta de questões que utilizar para aprender conteúdos que porventura não tenha visto ainda. Se for necessário para melhor compreender as questões, aprofunde os conhecimentos em um tópico ou outro;
5. À medida que resolver as questões, marque na sua legislação os dispositivos que são cobrados. Você precisará sim ler as normas completas, mas para aquela revisão na última semana antes da prova, você poderá reler apenas os dispositivos que já foram cobrados.
No mais, desconfie de método mágicos! Nenhuma metodologia de estudo para concursos, por melhor que seja, dispensa a dedicação. Não basta estudar bem, é preciso estudar muito. Não basta estudar muito, é preciso estudar bem!
Se você deseja um acompanhamento sério e profissional na árdua caminhada dos concursos públicos, conheça o trabalho da Totus Concursos (www.totusconcursos.com.br).

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Além dos concursos...

Para quem não sabe, também sou músico:

Felicidade também é tocar Bach num final de tarde de domingo! Invenção a duas vozes n. 1.

Posted by Guto Bello on Domingo, 19 de julho de 2015