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Totus

sábado, 29 de agosto de 2015

Edital Sintetizado funciona?

Se você estuda para concursos, já deve ter percebido publicações patrocinadas no Facebook sobre um tal "edital sintetizado", método pelo qual bastaria ao candidato estudar 50% do edital. Será que se trata de mais um desses métodos mágicos para iludir concurseiros ou tem algum fundamento?
Em primeiro lugar, é preciso dizer que o método parte de premissas que raramente se verificam na prática. Antes de tudo, recomendam seus idealizadores, é necessário focar em um (e somente um) cargo e em uma (e somente uma) banca. Por exemplo: quero fazer concursos realizados pelo Cespe para o cargo de analista judiciário, área administrativa, de tribunais. Um problema que já verifiquei, de início, é que isso nem sempre é possível. Foco é necessário, mas não pode ser tão fechado, pois assim boas oportunidades poderiam ser perdidas. Você vai deixar de fazer um concurso que lhe interessa só porque a banca não é a que você quer? Eu nunca pensei assim e os melhores concurseiros que conheço até adaptam seus estudos conforme a banca que vão enfrentar, mas nunca focam em banca, fugindo das outras. Você pode até focar em um cargo e em uma banca. Opção sua! Mas saiba que você estará fechando muito o leque de opções. O que eu já fiz e vejo os melhores concurseiros que conheço fazerem é focar em uma área. Por exemplo: área de controle (TCs e Controladorias), área jurídica de tribunais (analista judiciário de tribunais superiores e TJs), área administrativa, área policial, área fiscal etc.
Mas como funciona o método? Depois de focar em um cargo e em uma banca, o concurseiro deveria analisar todas as questões cobradas em concursos anteriores realizados pela mesma banca para o mesmo cargo. Daí seria possível perceber temas que, embora presentes nos editais, nunca caíram em provas anteriores. Você então focaria os seus estudos somente naquilo que já foi cobrado, nos tópicos de maior interesse da banca. Faz algum sentido, mas há problemas e riscos grandes nessa estratégia.
Primeiro problema: tópicos que nunca apareçam em provas anteriores, podem aparecer pela primeira vez. Segundo: para muitos cargos, o volume de provas anteriores é muito pequeno, o que poderia levar o candidato a cometer o grave erro de estudar apenas pouquíssimos tópicos que já foram cobrados.
Na verdade, o método do edital sintetizado não traz grande novidade. Ele apenas leva perigosamente ao extremo um dos métodos de estudo já utilizado amplamente, que é a resolução de questões. De fato, nem tudo que lemos em livros ou cursos é cobrado em provas. Por isso, faz sentido uma análise de trás para frente, como que uma engenharia reversa. Se passar em concursos é resolver provas, então devo verificar o que é cobrado, para então direcionar os meus estudos ao que mais interessa. Entretanto, o estudo teórico que aborde todo o edital sempre será necessário. O que você não pode fazer é, logo de início, tentar estudar com profundidade todas as matérias de um concurso. Isso é humanamente impossível. Na área jurídica, por exemplo, muita gente sai da faculdade achando que estudar para concursos é ler informativos da jurisprudência. Para mim, essa seria a fase mais avançada dos estudos. Depois de revisar a teoria, ler as normas, resolver as questões anteriores, aí sim eu faria leitura de informativos da jurisprudência mais recentes, pois a jurisprudência mais importante certamente já foi cobrada em provas anteriores, já aparece em materiais teóricos, nas aulas etc.
A minha sugestão é a seguinte:
1. Foque em uma área (jurídica, administrativa, fiscal, policial etc);
2. Tenha uma visão geral sobre o que interessa para a área escolhida, de acordo com os conteúdos programáticos de editais anteriores, por meio de videoaulas ou livros voltados para concursos;
3. Leia as normas, no caso de disciplinas jurídicas;
4. Resolva o máximo de questões das disciplinas que interessam para a sua área. Se há um edital "na praça", foque nas questões da respectiva banca. Se não há edital, faça questões de diversos formatos e diversas bancas. Aproveite os próprios comentários da ferramenta de questões que utilizar para aprender conteúdos que porventura não tenha visto ainda. Se for necessário para melhor compreender as questões, aprofunde os conhecimentos em um tópico ou outro;
5. À medida que resolver as questões, marque na sua legislação os dispositivos que são cobrados. Você precisará sim ler as normas completas, mas para aquela revisão na última semana antes da prova, você poderá reler apenas os dispositivos que já foram cobrados.
No mais, desconfie de método mágicos! Nenhuma metodologia de estudo para concursos, por melhor que seja, dispensa a dedicação. Não basta estudar bem, é preciso estudar muito. Não basta estudar muito, é preciso estudar bem!
Se você deseja um acompanhamento sério e profissional na árdua caminhada dos concursos públicos, conheça o trabalho da Totus Concursos (www.totusconcursos.com.br).