sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
sábado, 28 de dezembro de 2013
Curso "Guia Prático para Aprovação em Concursos Públicos"
No primeiro semestre de 2014, ministrarei gratuitamente o curso "Guia Prático para Aprovação em Concursos Públicos" em várias cidades do DF. Além do relevante serviço à sociedade e, em especial, aos concurseiros, pretendo com essa ação divulgar a Associação Nacional dos Concurseiros - Andacon e também os trabalhos que desenvolvo na área de concursos públicos.
Dentre outros, serão tratados os seguintes temas: como estimar o conhecimento das matérias; quais critérios devem ser utilizados para distribuir o tempo de estudo; dicas para organizar o quadro semanal de estudos; como equilibrar o tempo entre revisão teórica, resolução de questões e leitura das normas; como selecionar o material de estudo; como se preparar para a prova discursiva.
Na Asa Norte, o curso foi realizado no dia dia 25 de janeiro. É provável que eu marque outra data para a região.
A próxima cidade a receber o curso é Sobradinho, no dia 01/02. Depois, no dia 08/02, ministrarei o curso em Taguatinga. As inscrições definitivas para esses locais já estão abertas (clique aqui para fazer a inscrição).
O formulário a seguir é para que você faça a sua pré-inscrição. A depender da demanda, marcarei outros locais. Mesmo que você faça opção por um determinado local, se o curso for marcado para outro local, você será informado e poderá fazer a inscrição definitiva. Se você fizer sua inscrição utilizando o formulário do link acima, não precisa fazer a pré-inscrição.
Faça a sua pré-inscrição no formulário a seguir.
Dentre outros, serão tratados os seguintes temas: como estimar o conhecimento das matérias; quais critérios devem ser utilizados para distribuir o tempo de estudo; dicas para organizar o quadro semanal de estudos; como equilibrar o tempo entre revisão teórica, resolução de questões e leitura das normas; como selecionar o material de estudo; como se preparar para a prova discursiva.
Na Asa Norte, o curso foi realizado no dia dia 25 de janeiro. É provável que eu marque outra data para a região.
A próxima cidade a receber o curso é Sobradinho, no dia 01/02. Depois, no dia 08/02, ministrarei o curso em Taguatinga. As inscrições definitivas para esses locais já estão abertas (clique aqui para fazer a inscrição).
O formulário a seguir é para que você faça a sua pré-inscrição. A depender da demanda, marcarei outros locais. Mesmo que você faça opção por um determinado local, se o curso for marcado para outro local, você será informado e poderá fazer a inscrição definitiva. Se você fizer sua inscrição utilizando o formulário do link acima, não precisa fazer a pré-inscrição.
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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Mais amor em 2014
2014 está à porta! Eu gostaria de mandar mensagens individuais a cada um dos meus amigos e leitores do blog e aproveitar a oportunidade para atualizar o papo. Até comecei a fazer isso no Facebook. Conversei com mais de 250 pessoas. Foi muito legal. Por exemplo, um dia desses conversei com uma colega do nível médio. Ela tinha uma fotografia da nossa turma. Foi só compartilhar a imagem que apareceram vários colegas e professores. Não sei como, mas apareceram. E como foi bom saber as notícias daquelas pessoas que viveram junto comigo numa fase tão importante da minha vida.
Entretanto, num mundo tão massificado, o Facebook desconfia, mesmo quando você envia mensagens individualizadas aos seus próprios amigos. O algoritmo do Facebook assinou minha sentença: bloqueio! Só poderia ser um robô alguém que falasse com tanta gente ao mesmo tempo. Mas não era! Era eu! Sem ressentimentos com o Facebook...
Quero pedir licença aos meus amigos que são ateus, para fazer uma consideração cristã. Quando perguntaram a Jesus quais seriam os mandamentos mais importantes, ele respondeu o seguinte: "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: Ame o seu próximo como a si mesmo" (Mateus 22:37-39). Em um outro texto, a Bíblia ensina "Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?" (1 João 4:20).
Nestes meus dias de vida, que já não são poucos (hoje completo 13.769 dias), tenho entendido a mensagem de Jesus (esse mesmo cujo nascimento comemoramos no natal), de que o sentido da vida está em reconhecer a existência de alguém infinitamente superior, a quem chamamos de Deus, que criou tudo que há. Não falo das instituições religiosas. Refiro-me a Deus. E a segunda coisa mais importante é amar as pessoas, começando por nossas famílias, mas não se restringindo a elas. Sabe... o amor, sentimento que, assim como o da felicidade, não está em leis? O Estado não pode dar uma bolsa amor, não pode dar uma bolsa felicidade, pois há certas coisas, certos valores, que só se revelam quando estendemos as mãos uns aos outros, na perspectiva mais humana e menos institucionalizada possível.
Acho muito interessante, no ensino bíblico, que o amor a Deus implica amor ao próximo. Mas não o contrário. Por isso, aos meus queridos amigos ateus, eu digo que ninguém pode obrigar que amem a Deus. Mas amar ao próximo, compreender que a própria existência só faz sentido quando o outro está presente, que o bem-estar próprio é melhor quando o bem-estar médio de todos os outros seres, humanos ou não, também é melhor, que estamos todos num mesmo barco, que a violência que um sofre todos nós sofremos, que a dor que um sofre todos nós devíamos sofrer, sem isso tudo, independentemente de acreditarmos ou não em Deus, não avançaremos em nada na busca por um mundo melhor e mais justo para nós e para as futuras gerações. Amar a Deus é para quem acredita em Deus. Amar ao próximo é para todos nós.
Mudando o assunto, no mundo dos concursos públicos, como Presidente da Associação Nacional dos Concurseiros - Andacon, continuarei firme na luta por uma lei dos concursos (já conseguimos aprovação no Senado e agora o projeto tramita na Câmara) e também pela redução do número de cargos comissionados. Conto com a sua ajuda!
Enfim, com toda a sinceridade, queria abraçar a cada um ou ao menos enviar uma mensagem individual e atualizar o papo... Desejo a todos um feliz natal e um 2014 cheio de amor, que anestesia a vida. Que o Brasil da Copa seja também um país melhor para cada um de nós. Grande abraço a cada amigo e amiga!
Guto Bello
https://www.facebook.com/guto.bello
Entretanto, num mundo tão massificado, o Facebook desconfia, mesmo quando você envia mensagens individualizadas aos seus próprios amigos. O algoritmo do Facebook assinou minha sentença: bloqueio! Só poderia ser um robô alguém que falasse com tanta gente ao mesmo tempo. Mas não era! Era eu! Sem ressentimentos com o Facebook...
Quero pedir licença aos meus amigos que são ateus, para fazer uma consideração cristã. Quando perguntaram a Jesus quais seriam os mandamentos mais importantes, ele respondeu o seguinte: "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: Ame o seu próximo como a si mesmo" (Mateus 22:37-39). Em um outro texto, a Bíblia ensina "Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?" (1 João 4:20).
Nestes meus dias de vida, que já não são poucos (hoje completo 13.769 dias), tenho entendido a mensagem de Jesus (esse mesmo cujo nascimento comemoramos no natal), de que o sentido da vida está em reconhecer a existência de alguém infinitamente superior, a quem chamamos de Deus, que criou tudo que há. Não falo das instituições religiosas. Refiro-me a Deus. E a segunda coisa mais importante é amar as pessoas, começando por nossas famílias, mas não se restringindo a elas. Sabe... o amor, sentimento que, assim como o da felicidade, não está em leis? O Estado não pode dar uma bolsa amor, não pode dar uma bolsa felicidade, pois há certas coisas, certos valores, que só se revelam quando estendemos as mãos uns aos outros, na perspectiva mais humana e menos institucionalizada possível.
Acho muito interessante, no ensino bíblico, que o amor a Deus implica amor ao próximo. Mas não o contrário. Por isso, aos meus queridos amigos ateus, eu digo que ninguém pode obrigar que amem a Deus. Mas amar ao próximo, compreender que a própria existência só faz sentido quando o outro está presente, que o bem-estar próprio é melhor quando o bem-estar médio de todos os outros seres, humanos ou não, também é melhor, que estamos todos num mesmo barco, que a violência que um sofre todos nós sofremos, que a dor que um sofre todos nós devíamos sofrer, sem isso tudo, independentemente de acreditarmos ou não em Deus, não avançaremos em nada na busca por um mundo melhor e mais justo para nós e para as futuras gerações. Amar a Deus é para quem acredita em Deus. Amar ao próximo é para todos nós.
Mudando o assunto, no mundo dos concursos públicos, como Presidente da Associação Nacional dos Concurseiros - Andacon, continuarei firme na luta por uma lei dos concursos (já conseguimos aprovação no Senado e agora o projeto tramita na Câmara) e também pela redução do número de cargos comissionados. Conto com a sua ajuda!
Enfim, com toda a sinceridade, queria abraçar a cada um ou ao menos enviar uma mensagem individual e atualizar o papo... Desejo a todos um feliz natal e um 2014 cheio de amor, que anestesia a vida. Que o Brasil da Copa seja também um país melhor para cada um de nós. Grande abraço a cada amigo e amiga!
Guto Bello
https://www.facebook.com/guto.bello
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Cotas Raciais em Concursos
A Presidente Dilma Rousseff apresentou ao Congresso Nacional projeto de
lei que cria cota de 20% para negros (pretos e pardos) em concursos públicos
(PL 6.738/13). Neste artigo, faço alguns comentários sobre argumentos que fundamentam o meu posicionamento contrário ao projeto.
Meu ponto de partida são as seguintes premissas: 1) o racismo ainda existe no Brasil; 2) provoca
desigualdade social; 3) não podemos admiti-lo em quaisquer de suas formas e 4) há uma dívida histórica do Estado ou do povo brasileiro para com a população negra.
Tenho observado que os favoráveis à política das cotas raciais em concursos fundamentam-se essencialmente no problema e não demonstram o porquê da solução proposta, nem como a sua implementação poderia ser feita de forma a que não se cometam injustiças. Sempre que se pergunta a quem é favorável às cotas quais as suas razões, em suma, ele apresentará os pontos acima.
Mas será que as cotas raciais em concursos públicos provocarão a diminuição do racismo ainda existente? Será que elas resolverão o problema da desigualdade social? Será que, de fato, a dívida histórica que se alega existir será paga com essa política?
De acordo com enquete feita pela Câmara dos Deputados
(http://bit.ly/184yDqs), 89% da população tem se posicionado contra a proposta
(resultado em 26/11/13). Isso quer dizer que mesmo a maioria da população negra
não concorda com as cotas raciais em concursos. Um projeto que tenha rejeição
tão ampla, até mesmo por aqueles que seriam seus beneficiários, merece, no
mínimo, a realização de um debate franco, respeitoso e corajoso pelo
parlamento.
O Brasil é um país mestiço. Não há brasileiro com genética puramente
européia, africana, índígena ou amarela. Adotado o critério da ascendência (ou
genótipo), todo brasileiro teria direito às cotas. Adotado o critério do
fenótipo (da aparência simplesmente), filhos de mesmos pais poderiam ser
classificados de forma diferente, o que seria injusto. O projeto não define o
critério. Seja qual for, as cotas criarão mais problemas e injustiças que
benefícios.
Se há uma dívida histórica para com a população negra, toda a sociedade
deve ser responsabilizada por isso e não apenas aquelas pessoas que fazem
concursos. Há políticas cujos custos são arcados por toda a sociedade. Isso é o que acontece, por exemplo, quando o governo oferece bolsas de estudo a pessoas negras para que se preparem para o concurso de diplomata. Veja que toda a sociedade arca com esses custos. As cotas, entretanto, restringem direitos de um grupo pequeno (aqueles que fazem concursos e são não negros) enquanto ampliam direitos de outro grupo.
A geração de brancos atual não pode ser responsabilizada
pelo que fizeram as gerações anteriores, até porque, como os brasileiros são
mestiços, não há uma linha clara que una as gerações atuais desta ou daquela
cor às gerações anteriores. Em outras palavras, um branco de hoje, segundo o
critério do fenótipo, pode ter ascendência negra e vice-versa.
São princípios que fundamentam o concurso público: a meritocracia, a
isonomia e a eficiência do Estado. O critério racial enfraqueceria a aplicação
desses princípios.
O concurso público fundamenta-se na meritocracia. A sociedade não quer
profissionais desta ou daquela cor. Ela quer os melhores profissionais,
independentemente de cor. Cargo público não é título de nobreza a ser
distribuído de acordo com quaisquer critérios. No concurso público deve
prevalecer o mérito.
O projeto é inconstitucional, pois fere o princípio da eficiência da
administração pública. Se os mais bem preparados serão preteridos, é lógico que o serviço a ser prestado pelos escolhidos segundo outros critérios tende a ter qualidade inferior. A medida também é desproporcional, na medida em que não foi proposta também para os cargos em comissão. Ela também cria mais uma ressalva ao princípio da
acessibilidade aos cargos públicos, quando a Constituição só prevê uma: a cota
para pessoas com deficência.
Os negros já possuem cotas para ingresso no ensino superior. É de se
esperar que, depois de concluída a faculdade, eles estejam tão preparados
quanto os brancos. Assim, as cotas em concursos, pelo menos no que diz respeito aos cargos que exigem graduação, deixariam de ser ação
afirmativa e passariam a ser privilégio para determinado grupo, o que feriria o
princípio da isonomia.
A autodeclaração prevista no projeto não coaduna com os critérios
objetivos que devem pautar os concursos públicos. Isso abrirá espaço para
oportunistas e ampliará a judicialização dos concursos. Com efeito, muitos buscarão o judiciário e, com base no critério do genótipo, conseguirão assumir as vagas reservadas aos negros, mesmo que, pelo critério do fenótipo, não sejam negros. É o caso da pessoa branca filha de pessoa negra. É óbvio que ela tem genética de negros e isso será o suficiente para convencer muitos juízes. Digo isso porque os defensores das cotas defendem o critério do fenótipo, pois quem sofre racismo não é o branco filho de negro e sim o negro, independentemente da ascendência. As bancas vão tentar aplicar o critério do fenótipo, mas muita gente vai invocar o critério do genótipo.
A confirmação da cor
por terceiros (também prevista implicitamente no projeto) provocará a criação
de tribunais raciais no país, para distinguir quem é negro de quem é branco.
As notas de corte em concursos cujos editais não estabeleçam nota mínima
(e não há lei que obrigue a que se estabeleça) poderão ser muito baixas para
cotistas. Será possível que pessoas ingressem no serviço público com nota de
20% ou até muito inferiores.
De acordo com informações do Governo, em 2004, 22% dos servidores
públicos federais eram negros. Em 2013, esse percentual passou a 30%. Note-se
que houve uma evolução de 8% em 10 anos. Se essa tendência continuar, num
espaço de 20 anos, o percentual estará muito próximo daquele se observa na
população. Se a intenção é acelerar o processo, faz-se necessário maior
investimento em educação, pois só assim, de fato, serão reduzidas as
desigualdades sociais no Brasil.
Até 20% das vagas já podem ser reservadas às pessoas com deficiência. Se
aprovado o projeto das cotas raciais, 40% das vagas poderão ser reservadas em
concursos para pessoas com deficiência e para negros. Isso é desproporcional e
muito injusto. As pessoas não negras e pobres enfrentarão dificuldades ainda
maiores para alcançar espaço no setor público. O projeto amplia direitos para
uns e os restringe para outros.
As cotas raciais em concursos públicos em nada contribuem para a diminuição do racismo. Enquanto o estado obrigar as pessoas a assumirem esta ou aquela cor, o racismo, ao invés de ser evitado, será reavivado culturalmente. Os negros que entrarem no serviço público e os que já estão poderão sofrer discriminação pelos próprios colegas e também pelo cidadão. A pessoa negra que está no serviço público hoje sujeitou-se a concurso público da mesma forma que qualquer pessoa. Se ela sofre alguma discriminação, é discriminação meramente por conta da cor, o que será sempre um absurdo sempre. Com as cotas isso não será assim, essas pessoas além de sofrerem o racismo que porventura já exista, podem ser discriminadas porque tiveram um acesso facilitado aos cargos públicos. Esse ambiente certamente incitará ainda mais o racismo.
Tive notícia de que o governo já está pedindo aos servidores públicos que informem suas cores no Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos - Siape. Isso é lamentável.
As cotas raciais não resolvem e não contribuem para a redução da desigualdade social. Em primeiro lugar, há fatores tão ou mais importantes que levam à desigualdade social. Em segundo lugar, os maiores beneficiários da proposta serão os negros com maior renda. Aqueles que estudaram em boas escolas e que tiveram um bom suporte familiar.
Tive notícia de que o governo já está pedindo aos servidores públicos que informem suas cores no Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos - Siape. Isso é lamentável.
As cotas raciais não resolvem e não contribuem para a redução da desigualdade social. Em primeiro lugar, há fatores tão ou mais importantes que levam à desigualdade social. Em segundo lugar, os maiores beneficiários da proposta serão os negros com maior renda. Aqueles que estudaram em boas escolas e que tiveram um bom suporte familiar.
As cotas raciais não pagarão a suposta dívida histórica do Estado e do povo brasileiro para com a população negra. Se, como já defendemos, o racismo pode aumentar e a desigualdade social em nada será afetada, essa dívida histórica não será paga pela medida proposta. Só há uma maneira de se resolver a desigualdade social no país, seja ela decorrente de racismo ou de qualquer outra coisa: forte investimento em educação. Os defensores das cotas dirão que isso é solução de longo prazo, que precisam de algo no curto prazo. Não discordo. É preciso fazer algo no curto prazo também. Mas não como o governo está propondo.
Guto Bello é Presidente da Associação Nacional dos Concurseiros, estatístico, advogado, Consultor Legislativo do Senado Federal e coach em concursos públicos. www.facebook.com/gutobello (61) 8173-6373
Guto Bello é Presidente da Associação Nacional dos Concurseiros, estatístico, advogado, Consultor Legislativo do Senado Federal e coach em concursos públicos. www.facebook.com/gutobello (61) 8173-6373
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Concurso da Polícia Federal
Foi publicado hoje edital de novo concurso para a Polícia Federal. O concurso abre vagas para graduados em curso superior (administrador, arquivista, assistente social, contador, engenheiro civil, engenheiro eletricista, engenheiro mecânico, psicólogo), com remuneração de até R$ 4.510,72, e para quem tem nível médio (agente administrativo), com remuneração de até R$ 3.635,17. As provas serão no dia 16 de fevereiro de 2014.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Curso para Consultor da Câmara
Em breve será publicado o edital para o concurso da Câmara. A Andacon fechou parceria com a BVP Consultoria e Capacitação, que oferecerá curso presencial voltado para os candidatos aos cargos de consultor e, em especial, ao de consultor na área de orçamentos. Os professores que darão as aulas são consultores. Associados da Andacon terão 5% de desconto nas mensalidades. Para se filiar à Andacon, visite www.andacon.org.br/associar.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Nota da Andacon sobre cotas raciais em concursos públicos
Conforme amplamente noticiado
pela mídia, a Presidente Dilma encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei
que cria reserva de 20% das vagas em concursos públicos para negros. Até o
momento, o texto do projeto não foi publicado nos sites da Presidência da
República ou da Câmara dos Deputados. Em suma, a Associação Nacional dos
Concurseiros – Andacon posiciona-se contra o projeto pelas razões a seguir.
Cotas raciais em concursos públicos
ferem a Constituição da República. A reserva de vagas para pessoas com
deficiência foi estabelecida pela Constituição, segundo a qual, a lei reservará
percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de
deficiência e definirá os critérios de sua admissão (CF, art. 37, VIII). Não há
qualquer outro tipo de reserva com previsão constitucional. Então, seria
necessário propor uma emenda à Constituição. Ainda assim, seria possível
questionar se as cotas raciais, a pretexto de provocarem uma igualdade
material, não provocariam desequilíbrios, ferindo frontalmente o princípio da
isonomia e o da eficiência, basilares da administração pública e, em especial,
dos concursos públicos. Enfatize-se que não é possível que uma lei ordinária
estabeleça outra ressalva ao texto constitucional, ainda que com a justificativa
de que visa ampliação de direitos, pois não são os concurseiros de qualquer
outra cor que devem pagar a conta da dívida histórica com a população negra. Essa
conta deve ser paga por toda a sociedade, por meio do Estado, com educação
pública de qualidade.
O negro, ao concluir o nível
médio ou o superior, cumpre requisito legal para ocupar cargo público, a
depender, claro, do nível exigido. Ora, os negros hoje têm cota para ingressar
nas faculdades. Supor que, ao concluir o ensino superior, eles ainda tenham
direito a cota no serviço público, seria menosprezar a possibilidade de eles
intelectualmente vencerem, ao longo do curso superior, as diferenças que
porventura existam em relação aos outros. Quanto aos concursos que exigem nível
médio apenas, a situação é um pouco diferente. É que o negro, na maioria das
vezes, estudante de escola pública, embora receba do estado o certificado de
conclusão do nível médio, na verdade, por ser o ensino tão ruim e a escola tão
fraca, não consegue concorrer em pé de igualdade com outros que tenham estudado
em escolas melhores. Então, com a criação da cota racial, o Estado está
atestando sua incapacidade de oferecer um ensino médio de qualidade, pois, caso
contrário, isso não seria necessário e, no que tange às políticas voltadas para
o ensino superior, está assumindo que os resultados delas não são tão
interessantes quanto propagandeiam seus defensores.
Ainda que fosse possível admitir
a política de cotas raciais para concursos de nível médio, o critério da cor
deveria ser objetivo, o que é impossível devido ao alto grau de miscigenação da
população brasileira. Mesmo para aferir deficiências físicas, o que, em tese,
seria mais objetivo, encontra-se grande dificuldade. Isso tem contribuído em
muito para a constante judicialização dos concursos públicos. Se a inscrição no
concurso se basear numa simples autodeclaração, permitindo, por exemplo, que um
branco declare-se pardo, os terceiros que se julgarem prejudicados recorrerão
ao Judiciário.
O projeto exclui pessoas de baixa
renda que não sejam negras, que, por razões as mais diversas, também
precisariam de ações afirmativas. O negro rico concorrerá às vagas reservadas.
O branco pobre não. É evidente que há uma distorção na proposta. Melhor seria
uma cota social.
A cota de 5% para pessoas com
deficiência, normalmente fixada nos editais, já é o suficiente para fazer com
que a nota de corte (nota a partir da qual alguém consegue aprovação), para
esse grupo de pessoas, seja muito inferior à nota de corte da lista geral. É
possível verificar isso em qualquer concurso. O PLS 74/2010 (Lei Geral dos
Concursos), recentemente aprovado no Senado e que agora tramita na Câmara, fixa
10% como limite mínimo e 20% como limite máximo. A Associação Nacional dos
Concurseiros - Andacon posicionou-se contra os percentuais estabelecidos, pois
a entidade entende que os 5% utilizados de praxe já são o bastante para o
objetivo da política, que é integrar pessoas com deficiência ao mercado de
trabalho. As cotas raciais, se concretizadas, terão a mesma característica. Com
uma diferença, a reserva de 20% praticamente fará com que o concurso perca o
caráter concorrencial. Ou seja, bastará ao negro tirar a nota mínima para
conquistar o cargo. Isso não é direito. É privilégio. Se os 20% possíveis para
as pessoas com deficiência forem somados com os 20% possíveis para os negros,
então é possível ter 40% dos servidores entrando no serviço público, não por
meio de um concurso, mas por meio de um teste de aptidão mínima, tal como é o
Exame da Ordem dos Advogados.
Por essas razões, dentre muitas
outras que poderiam ser arroladas, a Associação Nacional dos Concurseiros
posiciona-se contra cotas raciais em concursos públicos.
Guto Bello
Presidente da Associação Nacional dos Concurseiros
Guto Bello
Presidente da Associação Nacional dos Concurseiros
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Andacon e MMC pedem aprovação de lei
O Presidente da Associação Nacional dos Concurseiros - Andacon, Guto Bello, e o Coordenador do Movimento pela Moralização dos Concursos - MMC, Wilson Granjeiro, estiveram em reunião com o Deputado Paes Landim, relator da Lei Geral dos Concursos Públicos (PL 252/2003), na CCJ da Câmara dos Deputados.
O objetivo da reunião foi pedir ao Deputado a aprovação do texto do PL 6.004/2013 (apensado ao PL 252/2003), que corresponde ao PLS 74/2010, recentemente aprovado no Senado Federal. O PLS 74/2010 foi fruto de uma sugestão do Movimento pela Moralização dos Concursos. No Senado Federal, o projeto foi amplamente debatido, inclusive com realização de audiência na Comissão de Constituição e Justiça. O Governo também concordou com a aprovação do texto.
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| Guto Bello, Wilson Granjeiro e Paes Landim |
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