Totus

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Curso para Consultor da Câmara

Em breve será publicado o edital para o concurso da Câmara. A Andacon fechou parceria com a BVP Consultoria e Capacitação, que oferecerá curso presencial voltado para os candidatos aos cargos de consultor e, em especial, ao de consultor na área de orçamentos. Os professores que darão as aulas são consultores. Associados da Andacon terão 5% de desconto nas mensalidades. Para se filiar à Andacon, visite www.andacon.org.br/associar.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Nota da Andacon sobre cotas raciais em concursos públicos

Conforme amplamente noticiado pela mídia, a Presidente Dilma encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei que cria reserva de 20% das vagas em concursos públicos para negros. Até o momento, o texto do projeto não foi publicado nos sites da Presidência da República ou da Câmara dos Deputados. Em suma, a Associação Nacional dos Concurseiros – Andacon posiciona-se contra o projeto pelas razões a seguir.

Cotas raciais em concursos públicos ferem a Constituição da República. A reserva de vagas para pessoas com deficiência foi estabelecida pela Constituição, segundo a qual, a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão (CF, art. 37, VIII). Não há qualquer outro tipo de reserva com previsão constitucional. Então, seria necessário propor uma emenda à Constituição. Ainda assim, seria possível questionar se as cotas raciais, a pretexto de provocarem uma igualdade material, não provocariam desequilíbrios, ferindo frontalmente o princípio da isonomia e o da eficiência, basilares da administração pública e, em especial, dos concursos públicos. Enfatize-se que não é possível que uma lei ordinária estabeleça outra ressalva ao texto constitucional, ainda que com a justificativa de que visa ampliação de direitos, pois não são os concurseiros de qualquer outra cor que devem pagar a conta da dívida histórica com a população negra. Essa conta deve ser paga por toda a sociedade, por meio do Estado, com educação pública de qualidade.

O negro, ao concluir o nível médio ou o superior, cumpre requisito legal para ocupar cargo público, a depender, claro, do nível exigido. Ora, os negros hoje têm cota para ingressar nas faculdades. Supor que, ao concluir o ensino superior, eles ainda tenham direito a cota no serviço público, seria menosprezar a possibilidade de eles intelectualmente vencerem, ao longo do curso superior, as diferenças que porventura existam em relação aos outros. Quanto aos concursos que exigem nível médio apenas, a situação é um pouco diferente. É que o negro, na maioria das vezes, estudante de escola pública, embora receba do estado o certificado de conclusão do nível médio, na verdade, por ser o ensino tão ruim e a escola tão fraca, não consegue concorrer em pé de igualdade com outros que tenham estudado em escolas melhores. Então, com a criação da cota racial, o Estado está atestando sua incapacidade de oferecer um ensino médio de qualidade, pois, caso contrário, isso não seria necessário e, no que tange às políticas voltadas para o ensino superior, está assumindo que os resultados delas não são tão interessantes quanto propagandeiam seus defensores.

Ainda que fosse possível admitir a política de cotas raciais para concursos de nível médio, o critério da cor deveria ser objetivo, o que é impossível devido ao alto grau de miscigenação da população brasileira. Mesmo para aferir deficiências físicas, o que, em tese, seria mais objetivo, encontra-se grande dificuldade. Isso tem contribuído em muito para a constante judicialização dos concursos públicos. Se a inscrição no concurso se basear numa simples autodeclaração, permitindo, por exemplo, que um branco declare-se pardo, os terceiros que se julgarem prejudicados recorrerão ao Judiciário.

O projeto exclui pessoas de baixa renda que não sejam negras, que, por razões as mais diversas, também precisariam de ações afirmativas. O negro rico concorrerá às vagas reservadas. O branco pobre não. É evidente que há uma distorção na proposta. Melhor seria uma cota social.     

A cota de 5% para pessoas com deficiência, normalmente fixada nos editais, já é o suficiente para fazer com que a nota de corte (nota a partir da qual alguém consegue aprovação), para esse grupo de pessoas, seja muito inferior à nota de corte da lista geral. É possível verificar isso em qualquer concurso. O PLS 74/2010 (Lei Geral dos Concursos), recentemente aprovado no Senado e que agora tramita na Câmara, fixa 10% como limite mínimo e 20% como limite máximo. A Associação Nacional dos Concurseiros - Andacon posicionou-se contra os percentuais estabelecidos, pois a entidade entende que os 5% utilizados de praxe já são o bastante para o objetivo da política, que é integrar pessoas com deficiência ao mercado de trabalho. As cotas raciais, se concretizadas, terão a mesma característica. Com uma diferença, a reserva de 20% praticamente fará com que o concurso perca o caráter concorrencial. Ou seja, bastará ao negro tirar a nota mínima para conquistar o cargo. Isso não é direito. É privilégio. Se os 20% possíveis para as pessoas com deficiência forem somados com os 20% possíveis para os negros, então é possível ter 40% dos servidores entrando no serviço público, não por meio de um concurso, mas por meio de um teste de aptidão mínima, tal como é o Exame da Ordem dos Advogados.

Por essas razões, dentre muitas outras que poderiam ser arroladas, a Associação Nacional dos Concurseiros posiciona-se contra cotas raciais em concursos públicos. 

Guto Bello
Presidente da Associação Nacional dos Concurseiros

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Andacon e MMC pedem aprovação de lei


O Presidente da Associação Nacional dos Concurseiros - Andacon, Guto Bello, e o Coordenador do Movimento pela Moralização dos Concursos - MMC, Wilson Granjeiro, estiveram em reunião com o Deputado Paes Landim, relator da Lei Geral dos Concursos Públicos (PL 252/2003), na CCJ da Câmara dos Deputados. 

O objetivo da reunião foi pedir ao Deputado a aprovação do texto do PL 6.004/2013 (apensado ao PL 252/2003), que corresponde ao PLS 74/2010, recentemente aprovado no Senado Federal. O PLS 74/2010 foi  fruto de uma sugestão do Movimento pela Moralização dos Concursos. No Senado Federal, o projeto foi amplamente debatido, inclusive com realização de audiência  na Comissão de Constituição e Justiça. O Governo também concordou com a aprovação do texto.

Guto Bello, Wilson Granjeiro e Paes Landim

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Petição Pública pela aprovação da Lei Geral dos Concursos Públicos na Câmara dos Deputados



Há mais de uma década tramitam no Congresso Nacional diversas propostas legislativas que pretendem regulamentar os concursos públicos. Foi aprovado no Senado Federal o PLS 74/2010, de autoria do Sen. Marconi Perillo. O projeto, relatado pelo Sen. Rodrigo Rollemberg, foi amplamente debatido na CCJ do Senado Federal. A Associação Nacional dos Concurseiros - Andacon, o Movimento pela Moralização dos Concursos - MMC, a Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos - Anpac, representantes das bancas examinadoras e dos cursos preparatórios participaram de audiência pública na Comissão em que o projeto foi analisado. O Projeto aprovado é fruto de um amplo entendimento entre os segmentos mais diretamente relacionados aos concursos públicos, o Parlamento e o Governo. 

Aprovado no Senado, o PLS 74/2010 foi encaminhado à Câmara dos Deputados (PL 6004/2013), onde foi apensado ao PL 252/2003, que tramita na CCJ do Câmara e tem como relator o Deputado Paes Landim. Se o texto do PL 6004/2013 for aprovado na Câmara seguirá diretamente para sanção presidencial. Se for aprovado um outro texto, o projeto retornará ao Senado. 

Portanto, o que se deseja com a petição pública é que o Deputado Paes Landim e, posteriormente, a CCJ da Câmara e o Plenário da Casa aprovem o texto do PL 6004/2013, conforme aprovado no Senado Federal, por representar um acordo que visa à moralização dos concursos públicos e ao fortalecimento da isonomia nos certames, evitando assim abusos decorrentes da falta de uma norma regulamentadora. Com isso ganhará a sociedade brasileira, que terá nos quadros do setor público profissionais altamente capacitados.

Guto Bello

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Palestra virtual "Como organizar os estudos para concursos"

No dia 27 de outubro (domingo), das 14h às 17h, vou ministrar uma palestra virtual sobre como organizar os estudos para concursos. Dentre outros, tratarei dos seguintes temas: como estimar o conhecimento das matérias; quais critérios devem ser utilizados para distribuir o tempo de estudo; dicas para organizar o quadro semanal de estudos; como equilibrar o tempo entre revisão teórica, resolução de questões e leitura das normas; como selecionar o material de estudo; como se preparar para a prova discursiva. 

A palestra será para filiados à Associação Nacional dos Concurseiros - Andacon. A filiação pode ser feita no site da entidade. Faça a sua inscrição para a palestra virtual clicando aqui

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Filiação ao PSB

Em 2010 eu fui candidato a deputado distrital pelo Partido Verde. A presença de Marina Silva na disputa pela Presidência estimulou-me a também participar do processo eleitoral. Tive 1.771 votos. 

Recentemente fui pessoalmente convidado pelo Sen. Rodrigo Rollemberg para filiar-me ao PSB e oferecer meu nome para distrital. Como já previa que a Rede não conseguiria o registro, entendi que o melhor caminho seria aceitar o convite. Considerando a minha militância na área de concursos públicos e o trabalho sério que o Rollemberg tem feito pela aprovação de uma lei nacional dos concursos, filiei-me ao PSB. 

Com Marina fora da disputa, Eduardo Campos passa a ser o melhor nome por uma terceira via. O PSDB já governou. Aécio Neves teve fraca atuação na oposição ao Governo atual. PT já governou, com todas as suas contradições. Alternância no poder faz bem à democracia. É hora de elegermos alguém diferente. Por isso, vou de PSB no DF e no Brasil. Rollemberg Governador. Eduardo Campos Presidente.

Guto Bello

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

As três dimensões do estudo para concursos

Normalmente os concurseiros erram naquilo que é óbvio. Por isso, nunca é demais repetir algumas obviedades. A preparação para concursos envolve três dimensões: estudo teórico (ou revisão teórica), resolução de questões e leituras das normas (no caso de disciplinas jurídicas). 

O desequilíbrio entre as três dimensões tem consequências desastrosas. Quanto à primeira dimensão, é preciso dizer que o estudo aprofundado de todo o programa de um concurso é quase sempre impossível. Portanto, não tenha medo de ser superficial. De nada adianta dominar um tópico e não ter conhecimento algum sobre os outros. Claro que você deve aprofundar seus conhecimentos, mas desde que de maneira uniforme. 

Outra observação: não fazer questões é um erro! Repito: é um erro! Não consigo vislumbrar a aprovação em um concurso público com remuneração acima de R$ 4.000,00 sem que o candidato resolva questões de provas anteriores exaustivamente. Por fim, ler as normas é absolutamente necessário, pois muitas questões cobram literalidades.

Guto Bello

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

E-Book com questões sobre a Lei Orgânica do MPU

Foi publicado o edital para o concurso do MPU. Recomendo aos que prestarão o concurso que adquiram o e-book "Lei Orgânica do Ministério Público da União: em Exercícios com Gabarito Anotado", de minha autoria. 

Alerta sobre o uso de ritalina

Aos concurseiros que gostam de utilizar drogas para melhorar o rendimento nos estudos, vai um alerta sobre a ritalina: "Ocorre que essa droga pode trazer dependência química, pois tem o mesmo mecanismo de ação da cocaína, sendo classificada pela Drug Enforcement Administration como um narcótico" (leia mais). 

A droga deve ser utilizada somente com prescrição médica e caso a pessoa realmente tenha TDAH. Há notícias de que alguns médicos estão prescrevendo ritalina sem avaliação criteriosa do paciente. 

Acho que isso é um problema muito grave que em breve terá de ser tratado pelas autoridades, por dois motivos: 1) trata-se de uma droga; 2) se de fato ela tem o efeito positivo nos estudos que as pessoas dizem ter, então o seu uso quebra a isonomia nos concursos. 

Não sei bem qual seria a saída. Não sei se seria viável o exame antidoping em concursos. Sei que há um problema nisso e precisamos pensar numa solução. Se você tem diagnóstico de TDAH, tudo bem. Mas se não tem, reflita se vale a pena mesmo utilizar ritalina para melhorar o rendimento nos estudos.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Site ConcursoLivre está no ar

Há algum tempo tenho observado que é possível estudar para concursos com materiais gratuitos disponíveis na internet. Se isso ainda não for plenamente possível, em breve será. Encontram-se vídeos (youtube), textos (html, pdf, doc), apresentações (ppt), mapas mentais e legislação comentada. As fontes são as mais diversas possíveis: órgãos públicos, universidades, cursos preparatórios, professores e até mesmo os concurseiros. Não me refiro a materiais pirateados, mas aos que são publicados na rede pelos próprios autores. 

Porém, ocorrem dois problemas. O primeiro é que esses materiais estão dispersos e desorganizados na rede. O segundo é que o concurseiro tem dificuldade para aferir a qualidade, separar o joio do trigo. Imagine então um sistema web que reúna, em um mesmo ambiente, estruturado por disciplinas e tópicos, links sugeridos pelos usuários para materiais disponíveis na internet e também avaliados pela comunidade. Imaginou? Foi Lançado no início de agosto o site www.concursolivre.com.br, que tem exatamente essa proposta. 

Por exemplo, suponha que você queira estudar o tópico Direitos Fundamentais (Direito Constitucional). Então, você fará login no sistema e navegará numa árvore até chegar ao tópico desejado. Ao clicar no tópico o sistema mostrará uma lista de links já cadastrados, ordenados de acordo com avaliações feitas pelos outros usuários. Você mesmo poderá contribuir informando links para materiais interessantes que você tenha encontrado na internet.